22 de nov. de 2008

Isabela

Isabela é a minha mais recente paixão.
Dificil, como todas, mas espero não ser a última. afinal... Fazem cerca de seis meses, que a conheci, numa cidade do noroeste do rio grande do sul. Sul do Brasil, quase Argentina. Foi pela manhã, num ambiente movimentado. Tinha muita gente na frente, mas consegui vê-la de perto. Deppois a levaram para longe. Só mais tarde pude vê-la outra vez. Ai sim, consegui toca-la. Ela não me deu bola. Sempre tinha outros interesses e muita gente em volta. Mas não desisti. Mesmo assim não tive muito sucesso.
Continuo acreditando que vou conseguir um dia, pelo menos ser olhado por ela. Já foram varias tentativas, mas todas sem sucesso. Ela pelo visto tem outras preferências.
Recentemente viajei ao Uruguay no mesmo veículo. Claro no banco da frente> nem olhei para trás para não ser reconhecido. Ela viajou e pelo que sei, está muito bem. Eu, continuo pensando numa nova estratégia para conquista-la. Quem sabe o espírito natalino, quem sabe algum presente ( mas qual?) quem sabe, quem sabe.... eu não sei. Ela merece todo esse estudo, Esse cansaço e essa permanente procura pára ser reconhecido e aceito.

Afinal ela ainda não entende. Outro dia eu volto ao assunto.
Ah, a Isabela só tem 7 meses, e é a minha querida neta. Ela ainda também não sabe disso. Mas vai saber....

20 de nov. de 2008

Estresse da expectativa

Falta uma rodada.
a definitiva. tudo que foi feito cai por terra. aquli que não se fez, precisa ser feito. Claro estou falando de futebol. Mais do que isso, do futebol do meu Brasil. Do Xavante, que nesta fase final ainda não marcar um ponto sequer jogando fora da "baixada". Agora o jogo decisivo, é no Acre, contra o Rio Branco.
Teses não vale. senão já estaria tudo acabado. Afinal se não ganhamos nada fora, porque vamos conseguir no último jogo. Isso seria lógico para a minha mulher. Ela nunca foi a um estádio, não ouve nem assiste futebol no rádio e não tv, e talvez nunca tenha folhado uma pagina do caderno esportivo dos jornais. Mas nós seres dotados de rara capacidade de análise, de profundo conhecimento futebolistico somos adeptos do imponderável. O torcedor é assim. Sempre acredita, mais até que o nordestino. talvez isso explique as rendas naquelas bandas, mesmo nas segundonas e terceironas do nacional...
Acontece que ás vezes a gente para e pensa. Não vai dar.... para logo em seguida, pensar olhando para as núves. e se der, e nós vamos subir ano que vem para a série B. Melhor não se entusiasmar. afinal o jogo é só no domingo. Aliás todos os quatro jorgos acontecem na mesma hora.
Mas e até lá... Bom o negócio é se distrair com o Inter na sulamericana, com a selecção da CBF e o Dunga, etc e tal. Tem até o Pelotas tentando chegar na final da Copa RS. Tem outras coisas, mas o bom mesmo é parar de fazer contas, esconder a calculadora e deixar a coisa acontecer. Será mesmo que é isso, ou até mesmo esse post tem o dom de me acalmar.. De qualquer maneira por força do ábito, ai vai um palpite. 3x2 para nós.............. com direito a virada no fial e tudo. Claro tem que ser épico , heróico e sofrido.
Quem sabe....

Humanização da Prostituição

Interessante ideia do Governo Britânico de proibir "buscar" prostitutas nas ruas de dentro do autómovel. Agora a Lei permitira essa escolha se for feita á pé. Civilizadamente. Humanamente.
Afinal, regras de comportamento longamente detalhadas no "Manual do Cavalheiro Galante" escrito na França de Luiz XIV, de autoria desconhecida, sempre revelavam a necessidade do assédio acontecer 'as claras. Sem máscaras, perucas ou carruagens. Segundo se sabe, os livros e relatos orais de então, nunca deixaram transparecer nenhum incomodo para a negociação. Pelo contrário. Foi tão aceito que a corte, tão severa em relação a esses costumes bárbaros, passou a adota-lo em seus corredores e salões palacianos. Dai para as tabernas, ruas e estradas foi um passo.
O mundo reconheceu e nos mais civilizados recantos, isso virou regra.
Mas a época do Manual, parece ter acabado. Ou quem sabe não foram mais editadas. O fato é que nas ruas, dificilmente se assiste ( existem honrosas excessões) a esse momento "flertivo", que comandava a combinação.
A tecnologia, o automóvel, o óculos escuro, a pressa e a insensibilidade, acabaram transformando o envolvimento, num ato de compra e venda frio e asséptico. Avança em alguns lugares a ponto de ocorrer via internet, ou celular.
A relação dai decorrente, acaba também transformando-se numa troca inusitada de gestos e gritos absolutamente artificial e temporizada.
O tempo da olhada, da caminhada ao lado, da entrada e da saída( seja onde for) parece que foi destinada apenas a leitura daquele manual.
Talvez no Reino Unido, alguns dedicados praticantes desse ritual obscuro, estejam , sendo convocados pelo novo Primeiro Ministro para em nome de uma antiga ordem, retomar nas antigas vielas, grandes avenidas e calçadas de praças e parques, aquele velho e salutar modelo de respeito aos mais racionais e deliciosos impulsos e desejos da raça humana. o sexo com prazer

2 de nov. de 2007

Acordem

Olavo de Carvalho, filósofo
"Aquilo que disserdes no escuro será ouvido em plena luz; e o que sussurrardes dentro de casa será proclamado do alto dos telhados". A profecia (Lc., 12:3) não se refere aos miúdos segredinhos da nossa vida diária, mas, literalmente, ao "fermento dos fariseus" (id., versículo 1), a ação oculta dos grandes manipuladores e farsantes.
Essa ação tornou-se ainda mais eficaz e peçonhenta após o advento da mídia moderna, que, iluminando de maneira uniforme frações seletas da realidade, torna automaticamente invisível ou inacreditável o que quer que não esteja ali. O crescimento dos meios de divulgação resulta assim num progresso ainda mais inexorável dos meios de ocultação. Essa perversão congênita da indústria das comunicações exige correções periódicas, das quais a mais admirável, nos últimos tempos, foi a invenção do protocolo "html", que possibilitou a criação da rede mundial de computadores e furou espetacularmente o véu do segredo midiático.
Graças ao gênio de Tim Berners-Lee, um irlandês católico que entendia muito bem o apelo bíblico à luta contra os principados e as potestades das trevas, podemos saber, por exemplo, que a matança de cristãos no mundo já se tornou rotina, e que, em contrapartida, o cristianismo se expande mais rapidamente do que o islã ou o ateísmo. Essas duas informações, básicas para a compreensão da presente fase da história humana, estão ausentes da grande mídia porque esta não reflete os fatos e sim as idéias dos intelectuais tagarelas que a orientam, os quais, intoxicados de seu próprio falatório, preferem imaginar que perseguidos são os gays e que o mundo já entrou de mala e cuia em plena era "pós-cristã".
Graças ao html, temos acesso às estatísticas do SUS, jamais divulgadas em jornais ou noticiários de TV, segundo as quais o ministro da Saúde mente ao alardear uma epidemia de mortes devidas a abortos ilegais. Pela mesma via, descobrimos até - pasmem - que entre as grandes incentivadoras de abortos ilegais estão aquelas mesmas entidades que, alegando querer extirpar essa praga, fazem campanha pela liberalização do aborto. Se essas notícias saíssem nos jornais e na TV, muita gente ilustre iria para a cadeia, acontecimento lamentável que a solicitude dos jornalistas busca evitar. Iria para a cadeia também - ou ao menos perderia o cargo - o senhor presidente da República, que, no seu discurso de 2 de julho de 2005, feito na intimidade para seus companheiros de ideologia (http://www.olavodecarvalho. org/semana/050926dc.htm), confessou o mais escandaloso crime de responsabilidade já visto neste país, ao admitir que mentiu para o Congresso e para o povo brasileiro, tomando decisões secretas junto com ditadores e com os narcotraficantes das Farc, "sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse" (sic). Como esse discurso, embora reproduzido discretamente no site do próprio governo, jamais saiu na grande mídia, o senhor Luiz Inácio continua a salvo do impeachment e o grosso da população a salvo de qualquer contato com a realidade, abrigado num mundo paralelo feito de papel e imagens de TV.
Mas se vocês querem os três exemplos mais eloqüentes da diferença entre o mundo da mídia e o mundo como tal, cliquem os seguintes endereços na internet: http://video.google.com/videoplay?docid=-3378761249364089 950, http://www.youtube.com/ user/barox3 e http://www. youtube.com/watch?v=aZ1yoKcaAT0.
Não vou nem lhes dizer do que se trata. Façam a experiência e acordem.
[ 01/11/2007 ] 02:01

31 de out. de 2007

No creo en brujas, pero que las hay, las hay...


Feiticeiras e bruxas misturam neste mês alegria e temor, agitam monstros oriundos do universo da ficção e surgem em brincadeiras na festa da grande abóbora, cada vez mais popular, o esqueleto fazendo sombra à fadinha das estrelas. Em 31 de outubro, ocorre o Halloween, ritual anual remanescente do All Hallows Even, "véspera de todos os santos", festa noturna conforme o calendário lunar, que precede a versão diurna cristianizada denominada "Dia de Todos os Santos". Nesta data, "a fenda entre os dois mundos" abre-se e deixa passar os espíritos dos ancestrais que vêm revisitar a terra e reunir seus descendentes em sessões necromânticas. Celebra-se então o Halloween, com filmes, livros, performances sanguinolentas, concedendo terreno às trevas, que ganham e batem a luz, fazem emergir feiticeiras e demônios para reclamar seu lugar sob a lua. Animais sinistros e de mau agouro, gatos pretos, corujas, morcegos, além de vassouras e espíritos familiares comumente associados às bruxas detêm posição dominante nessa festa.Muitas crenças sobre o Halloween surgiram há mais de 2 mil anos e se desenvolveram entre os celtas. Para esse povo, 31 de outubro era considerado um dia sagrado, mágico, além do tempo e do espaço, marcando a chegada de um novo ano. As luzes das casas eram apagadas, tochas acendidas em honra dos ancestrais, iluminando o caminho daqueles que tinham partido. Muitos, na volta temporária à terra, vagavam livremente em busca de alimentos; daí seus familiares deixarem pratos com refeições do lado de fora da casa para agradar a seus espíritos e evitar aborrecimentos; foi dessa tradição que surgiu a expressão "gostosuras ou travessuras", que a criançada profere ao bater nas portas das casas no Halloween. Para Mário Corso, em Monstruário (2002), a bruxa - sempre velha, feia, malvestida, magra e com obscuras maneiras de fazer o mal - não falta em nenhum folclore - "é preciso ter cuidado, pois ela possui poderes de metamorfose e pode se apresentar como bela, rica e oferecendo presentes". Em "Convivendo com as bruxas" (Zero Hora, 4 novembro de 2003), Moacyr Scliar lembra que na América o Halloween foi incorporado pelos canadenses, oriundo dos Estados Unidos, e hoje está se abrasileirando... De fato, nos últimos 30 anos, muito se tem dito sobre bruxas e feiticeiras, um capítulo essencial da história cultural e sexual do Ocidente. Tanto nas pesquisas da História quanto nas histórias infantis - A Volta da Bruxa Boa (Lya Luft, 2007) - , a bruxa e a feiticeira voltam sempre, ilustrando a necessidade de se ultrapassarem interditos e barreiras. Apesar dos protestos e dos argumentos quanto à importação do Halloween, eles pouco adiantam. Conforme lembra Scliar, o Brasil importa muita coisa: importou o Carnaval, uma festa sobretudo italiana, o futebol, um esporte inglês; e continua importando filmes, músicas, palavras, o que é inevitável em tempos de mundialização. Ser das fronteiras, a bruxa ou feiticeira surge em nosso universo para abolir os limites espaciais e temporais, exercendo a capacidade diabólica de saltar intervalos entre os obstáculos do proibido e o escândalo do desejo liberado.
NUBIA JACQUES HANCIAU Doutora em Literatura Comparada (UFRGS), professora do PPG-Letras da Furg