30 de jan de 2007

Para pensar.....

Essa pequena possibilidade de fazer pensar, é o que ainda resta de humano neste planeta. Então tenha um pouco de humanidade e leia, e depois pensa um pouco sobre esse tal de Homem lúcido.
O Homem Lúcido
O Homem Lúcido sabe que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções que ele nunca se entusiasma com ela. Assim como ele nunca tem memórias. O Homem Lúcido sabe que o viver e o morrer são o mesmo em matéria de valor, posto que que a vida contém tantos sofrimentos que a sua cessação não pode ser considerada um Mal.
O Homem Lúcido sabe que ele é o equilibrista na corda bamba da existência. Ele sabe que por opção ou por acidente é possível cair no abismo a qualquer momento, interrompendo a sessão do circo.
Pode tembém o Homem Lúcido optar pela vida. Aí então ele esgotará todas as suas possibilidadades. Ele passeará pelo seu campo aberto, pelas suas vielas floridas. Ele saberá ver a beleza em tudo!
Ele terá amantes, amigos, ideais, urdirá planos e os realizará. Resistirá aos infortúnios e até mesmo às doenças. E se atingido por um desses emissários saberá suportá-lo com coragem e com mansidão.
E morrerá, o Homem Lúcido, de causas naturais e em idade avançada, cercado pelos seus filhos e pelos seus netos que seguirão a sua magnífica aventura. Pairará então sobre a memória do Homem Lúcido uma aura de bondade. Dir-se a: -Aquele amou muito. Aquele fez muito bem as pessoas!
A Justa Lei Máxima da Natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem se iguale sempre à quantidade acontecimentos favoráveis.
O Homem Lúcido, porém, esse que optou pela vida com o consentimento dos deuses tem o poder magno de alterar essa lei. Na sua vida, os acontecimentos favoráveis serão sempre maioria...
Porque essa é uma cortesia que a Natureza faz com Os Homens Lúcidos.
Este texto encerra o filme "Separações", de Domingos de Oliveira, genial cineasta brasileiro ("Amores", "Todas as mulheres do mundo", "Feminices", "Edu Coração de Ouro", etc.). Segundo ele, o texto seria uma livre tradução, parte de um Tratado sobre a lucidez, que teria sido escrito no séc. VI a.C, na Caldéia – parte sul e mais fértil da Mesopotamia, entre os rios Eufrates e Tigre. Seja como for, me parece bem bonito e atual e merecedor de considerações sobre a vida e as condições que ela oportuniza a civiização deste início de milênio. Mesmo que tenha sido escrita e pensada a muito tempo.... De qualquer forma obrigado mais uma vez aos caldeus, mesmo que lá hoje vivam seres parecidos com seus conquistadores