16 de ago de 2007

Divergências Transparentes

Transparência Brasil retira-seda Transparency International
O Conselho Deliberativo da Transparência Brasil decidiu em 31/7 retirar-se da Transparency International, organização à qual a entidade era associada.
A difícil decisão de nos separarmos da Transparency International decorreu da constatação de que, embora ambas organizações compartilhem o mesmo objetivo de combater a corrupção, as estratégias empregadas para essa finalidade são diferentes ao ponto de impedir que continuemos associados à TI.
As intervenções da Transparência Brasil na cena brasileira, sua constante atividade de pesquisa sobre a corrupção e as diversas iniciativas mantidas pela organização, voltadas para o monitoramento do Estado (como os projetos Excelências, Às Claras, Deu no Jornal e de acompanhamento de contratações públicas), são conduzidas de forma a buscar a satisfação do interesse público numa perspectiva impessoal e voltada à reforma das instituições. O que interessa à Transparência Brasil é o progresso da sociedade brasileira.
A Transparency International, por outro lado, tem como fulcro principal o comércio internacional.
Divergências entre entidades são normais. Seria possível relevar as diferenças conceituais que se avolumaram entre a Transparência Brasil e a Transparency International caso esta última não tivesse adotado, na prática, uma política organizacional de tipo hierárquico, a qual não se coaduna com a independência e a autonomia da Transparência Brasil. Daí a decisão de desfazer a associação.
Não obstante afastar-se da Transparency International, a Transparência Brasil considera que existem diversas áreas de colaboração possível entre as duas entidades, que poderão ser exploradas conforme se apresentem.

olha o que o filme mostrou...

Jovem cego é pego dirigindo pela segunda vez
Um homem cego, que foi detido há uma semana ao dirigir um automóvel pelas ruas de cidade no sul da Estônia, foi pego novamente, reincidente no crime. "Nós prendemos o mesmo homem cego dirigindo seu carro no sábado, na cidade de Torvandi, perto de Tartu", disse Marge Kohtla, porta-voz da polícia. "Ele estava bêbado. Havia três pessoas no carro, dando a ele instruções", contou ela. A polícia espera que Justiça condene o motorista de 20 anos a prisão por 30 dias e confisque seu carro, segundo a agência Reuters.

O Chaves é o descobridor da democracia...

E agora?
Reeleição sem limites é 'experimento democrático' na Venezuela
A proposta de pôr um fim ao limite para a reeleição, que foi apresentada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, nesta quarta-feira, é um experimento positivo e de natureza plenamente democrática, na opinião de Mark Weisbrot, co-diretor do Center for Economic and Policy Research (Cepr), um instituto de pesquisas políticas de Washington, de tendência centro-esquerdista.
O analista vai contra a maré de críticos que acreditam que a manobra do líder venezuelano é mais uma tática para ele se perpetuar no poder.. Segundo Weisbrot, se o projeto de Chávez pode ser taxado de antidemocrático, ''''então pode-se dizer o mesmo de Tony Blair ou de Margaret Thatcher, que permaneceram anos no poder, já que não há limites para a reeleição na Europa. Você só sai quando perde''''.
''''É um experimento inédito, mas um experimento muito democrático. Anteriormente na história mundial, mudanças assim só se deram através de revoluções violentas, quando uma classe substitui a outra.'''' Para o co-diretor do Cepr, as salvaguardas democráticas à proposta de Chávez estão contidas na Constituição venezuelana, aprovada em 1999, uma vez que ela ainda terá de ser submetida ao Congresso venezuelano e, depois, a referendo popular.
Observadores internacionais disseram que o referendo foi legítimo, mas a oposição acusou Chávez de fraude na ocasião.
Indagado se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria a mesma sorte se propusesse o fim do limite à reeleição no Brasil, ele crê que é difícil prever. ''''É uma boa pergunta. Não tenho certeza. Ele teria uma batalha mais dura porque a mídia no Brasil conta com um controle ainda maior dos monopólios privados do que na Venezuela. Na Venezuela, ao menos hoje em dia, existe alguma mídia estatal.
No entender de Weisbrot, as críticas do governo americano e mesmo de analistas políticos radicados nos Estados Unidos chegam mesmo a ignorar a história americana. ''''Algo semelhante já se deu aqui, quando Franklin Delano Roosevelt cumpriu quatro mandatos presidenciais." Para Weisbrot, se os americanos seguissem o modelo chavista, a democracia no país poderia ganhar. ''''Sou contra o limite da reeleição mesmo nos Estados Unidos. Sempre achei que a reforma que limitou o direito à reeleição foi uma das mais estúpidas já feitas no país. Nunca acreditei que se você varrer as pessoas do poder após dois mandatos, isso fortalecerá a democracia. Pelo contrário, não vejo relação entre limites e a democracia.